A internet surtou recentemente depois que a Anthropic resolveu banir ferramentas de terceiros utilizadas junto com o Claude Code, especialmente com o OpenClaw. Mas como isso vai funcionar na prática?
Se você é assinante do Claude, com certeza recebeu um e-mail da Anthropic nesse sábado, 4 de abril, dizendo que o Claude Code não funcionaria mais com ferramentas de terceiros que utilizam da sua assinatura para funcionar.
Mencionando especificamente o OpenClaw - que foi recentemente comprado pela rival OpenAI, a dona do Claudinho ainda diz que você ainda poderá utilizar essas ferramentas, mas que o consumo delas virá de um consumo extra, não da sua assinatura.

Para engajar com o custo extra, ainda, a Anthropic que bonifica com um calaboca generoso de créditos para uso extra e ainda um desconto de 30%.
Bastou esse e-mail para o Linkedisney e o Twitter ficarem em alvoroço total, com pessoas apoiando, outras criticando, algumas sofrendo e muitas - como eu - confusas.
O que não fica claro para o usuário - em todos os meios oficiais da empresa, é quando e como as ferramentas de terceiro serão identificadas para cobrar do seu uso extra. Em seu site, a Anthropic afirma categoricamente que “reserva o direito de cobrar essas ferramentas do seu uso extra ao invés da sua assinatura”, mas não especifica quais métodos utiliza pra isso.

Logging in to your Claude account | Claude Help Center
Também não fica claro outras capacidades de reutilização da assinatura, como logins utilizando tokens em outros computadores, agent sessions e o Agent SDK, como muito bem evidenciado por esse usuário do Twitter:
https://x.com/mattpocockuk/status/2040536403289764275

O criador do OpenClaw, Peter Steinberger, como um bom funcionário vestindo a camisa da OpenAI, não deixou de destilar suas críticas e provocações à Anthropic, defendendo o software Open Source em seu Twitter.
Porém, a melhor notícia é que - aparentemente - o mecanismo que valida se o Claude Code está executando um prompt vindo do OpenClaw é uma mera verificação da palavra “OpenClaw” no system prompt, como apontado pelo próprio @steipete no Twitter: